MUTIRÃO DO ESTÁDIO AO EMPREGO 28/05/2026 - 15:45

Nesta quarta-feira (27), a Secretaria do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR), juntamente com a Casa do Trabalhador de Curitiba e parceiros, reuniu 130 jovens, na Arena da Baixada, que foi palco de empregabilidade.

Juntos, realizaram o Mutirão do Estádio ao Emprego, que diferente dos outros mutirões, traz um processo seletivo inovador, inspirado na mesma metodologia utilizada no recrutamento dos profissionais que trabalharam na Olimpíada de Paris, em 2024, adotada no Estado do Paraná, fruto de cooperação técnica internacional com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).

Para o Secretário do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR), Willian Porfírio, “Esse é um processo seletivo inovador, que busca identificar as habilidades e competências dos candidatos, que permite com que os recrutadores tenham mais acertividade na hora da contratação.”

O mutirão funciona às cegas, com jovens de até 29 anos, escolhidos do banco de dados da Casa do Trabalhador de Curitiba, de acordo com o perfil das vagas ofertadas por 12 empresas inscritas, com 10 vagas cada, entre elas, vagas para aprendiz, estágio e CLT. Nele os recrutadores de cada empresa estavam disfarçados junto aos candidatos, e participavam de atividades físicas, desenvolvidas pela Secretaria do Esporte, para avaliar habilidades e competências comportamentais (soft skills) dos candidatos, como: trabalho em equipe, tomada de decisão, adaptabilidade, liderança, raciocínio lógico, dentre outras.

Apenas ao final das atividades, os recrutadores eram revelados, para a surpresa dos candidatos, que davam seus palpites sobre a revelação. E por fim, os recrutadores se reuniam individualmente nas arquibancadas com cada membro do seu grupo para uma “entrevista informal” após a conexão gerada em campo. De acordo com Benjamin, um dos candidatos, ele pôde se sentir mais a vontade, sendo avaliado no campo, ao invés da entrevista convencional, que já conhecemos.

“(...) Aqui, eu consegui ver não só o perfil curricular, o que está no papel, mas uma experiência melhor, porque agora, eu sei o perfil deles no momento de lidar com uma situação, de ter que precisar do parceiro (...) e isso é uma dinâmica do dia a dia das empresas. E essa avaliação, foi para mim, uma novidade (...) mudou o meu modo de recrutar, que eu quero levar para o meu dia a dia. Explica Joyce, recrutadora de uma das empresa ”em campo”.